11 de novembro de 2016

O que te faria escrever um artigo? O tema, o prêmio ou o local onde ele seria publicado?

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foto por ideiademarketing

O que te incentivaria escrever?

O prêmio de um carro, uma casa, algo mais modesto, ou simplesmente nada; escreveria mesmo sabendo que apenas alguns "gatos pingados" leriam o teu texto?

A ironia dos "gatos pingados" veio da constatação, mesmo que superficial, de que as pessoas, no Brasil, não gostam de ler, muito menos de escrever.

Acredito que essa "ojeriza" pela colocação das palavras no papel venha da má formação secundária de nossos alunos. 

Não quero aqui louvar, enaltecer outros países em detrimento ao meu; mas, infelizmente serei obrigada a comparar o nosso com alguns da Europa, que é o continente onde tive mais contato e uma proximidade (digamos, imediata - sou casada com um estrangeiro).  

Lisboa, por exemplo, cidade onde morei alguns poucos anos notei as pessoas com maiores hábitos da leitura que nós - é fácil constatar quem é Europeu e quem é Brasileiro, imigrante Africano ou de Leste Europeu dentro de um metrô, especialmente em dias normais, de vai e volta do trabalho.  Eles lêem livros ou jornais, nós olhamos o celular, não os noticiários online, apenas as inutilidades que "jorram"nas redes sociais, ou pior, falamos uns com os outros em tons nada agradáveis para os ouvidos dos demais (mas nisso os Africanos de alguns países e os Espanhóis, ganham)!

Que me perdoem os ávidos e escassos leitores e escritores que temos aqui - mas isso não é um desabafo de "complexo de vira-latas" pela Europa não; é apenas constatação - infelizmente, pesquise e verás que não divulgo mentiras!

"BRASILEIRO NÃO LÊ..." (O Estadão);
"BRASILEIRO NÃO LÊ..." (Revista Épocaonline)
"BRASILEIRO LÊ POUCO"? (Super.Abril - superinteressante)
"75% DOS BRASILEIROS NÃO SABEM LER NEM ESCREVER..." (FolhaPolítica.org)

Em várias viagens que fiz naquele continente notei essa predisposição para a leitura maior que a nossa - não apenas em Lisboa e todo Portugal; geralmente isso se passa na maioria dos países da Europa.  Itália e Espanha, que conheço muito bem, posso dizer o mesmo que disse de Lisboa sem medo de errar (são melhores leitores e escritores que nós)!

Ouço de meu companheiro, quase que diariamente, um tipo de discurso parecido com o que acabo de ter.  Ele diz que em seu país, a Espanha, as pessoas aprendem a língua materna na escola primária e secundária de tal forma que se houver um concurso ninguém se preocupará em estudá-la novamente - sabem o suficiente para a aprovação pois tudo já foi devidamente estudado na infância e adolescência!  Eu duvido, todavia não posso provar!

Aqui sim, posso dizer que a maioria, quase absoluta, nunca passaria num concurso que haja língua portuguesa sem estudá-la novamente, nem que seja apenas para relembrá-la; uns terão que aprender quase tudo!  Exceto se a prova for para o cargo de professor de língua portuguesa e o candidato Mestre ou Doutor no assunto; caso contrário é estudar com afinco pois nada do que aprendeu na adolescência, em se tratando de português, servirá para uma aprovação!  PALAVRAS DE UMA CONCURSEIRA!

Portanto, pessoal, pensem; nunca é tarde para começar a escrever e ler! Decidindo pelo concurso público, mas cedo ou mais tarde terá que enfrentar uma redação; exceto se o teu sonho for viver de uma profissão que exija apenas nível fundamental (que hoje já não é mal, mas não creio que seja sonho de alguém); todo mundo pensa em algo melhor para si, nem que seja para um futuro distante! 

Por Elane F. de Souza (Advogada, Autora deste Blog e Concurseira - ao editar ou compartilhar cite a fonte, por favor)