14 de junho de 2016

…E quem disse que precisa ser feia para ser inteligente?

Sou do tempo que muitos acreditavam e até  diziam que, para uma mulher  ser inteligente “tinha que ser feia”!   Não sei de onde tiraram isso  - mas que  ouvi, ouvi, e não foi uma vez só!

Rótulos ultrapassados e preconceituosos que, se ainda existirem, precisam ser “derrubados”.  Recentemente aqui no Brasil a ex-miss  DF,  Alessandra Baldini  foi notícia em todos os sites de informações, inclusive no JusBrasil, onde publiquei pela primeira vez este artigo,  por ter sido aprovada para Juíza Federal com apenas 28 anos, e é claro, ser extremamente bela – anteriomente já havia sido aprovada em outros cinco concursos.   

No entanto, hoje é de outra  beldade que falaremos.  Ela conseguiu um feito “semelhante”.  Ser aceita em Harvard é tão bom quanto, ou melhor que (ser Juíza Federal) – não sei, digam-me vocês, para mim ser Juíza aqui, no meu país, é maior realização, todavia, estudar em uma universidade assim poderá ter um futuro tão bom quanto, ou melhor que o de uma juíza.

Isabela Vitta, de 19 anos, largou carreira de modelo para estudar em Harvard (Foto: Arquivo Pessoal)
Isabela Vitta, (por G1 PR, foto de Marcio Amaral)

Isabela Vitta, tem 19 anos, e um grande potencial para carreira de modelo, inclusive internacional, pois é bela que só, mas preferiu investir nos estudos pois lhe dava mais prazer, com isso foi aceita numa das mais disputadas universidades do mundo.
Garotas pelo Brasil, e pelo mundo todo, disputando “à tapa” por uma oportunidade como a que Isabela teve, de ser modelo, ter fama e fortuna “fáceis”, viver uma vida de “glamour” e despertar inveja em meio mundo de frustradas;  todavia, para ela, o mais admirável  e prazeroso são os estudos.

Pequeno relato da vida de Isabela – a futura “ Bela de Harvard”

Desde a adolescência, a estudante Isabela Vitta se viu dividida entre as tarefas escolares e a incipiente carreira de modelo. Quando pensava no futuro, o bom desempenho em ambas as atividades  lhe fazia indecisa, conciliando-as o quanto podia. No fim de março, veio a notícia que faria  a  bifurcação  no caminho  da jovem  se  transformar em trilha única:  a admissão para estudar na Universidade Harvard, nos  Estados Unidos.

Aos 19 anos, ser  aceita  para  ingressar em uma das mais renomadas universidades do mundo foi uma espécie de guinada na vida de Isabela.   Poucos anos antes, ela chegou a largar os estudos no Colégio Internacional de Curitiba para trabalhar como modelo em São Paulo. A experiência durou nove meses.

“Eu decidi voltar porque não era minha ‘vibe’ completamente.  Era uma coisa muito física, sabe? Não tinha nada muito intelectual, isso me fez muita falta e resolvi voltar”, conta.  No retorno, Isabela até tentou manter o trabalho em paralelo aos estudos, mas as exigências para admissão em universidades estrangeiras lhe exigiram toda a dedicação.
O resultado veio logo na primeira tentativa.  Dentre currículo escolar, provas, redações, cartas de recomendação, a estudante credita à entrevista o sucesso alcançado. “Ajudou bastante porque eles conseguem ver um pouco mais além do que o que está no papel: como você fala, como interage, se você não é, assim um robô”, palpita.

O futuro

A liberdade de poder escolher o curso após o ingresso no Ensino Superior, aliás, foi um dos motivos que levou a estudante ao desejo de estudar fora do Brasil.  Até o momento da decisão, Isabela deve passar pelo currículo central básico de Harvard, que inclui, dentre outras áreas de conhecimento, literatura, ciências sociais, raciocínio lógico, e escrita expositória.

Em meio às incertezas que o futuro lhe reserva nos Estados Unidos, a estudante está segura de que a conquista dela não é apenas individual.  Constantemente confrontada com a surpresa de quem não compreende como beleza e inteligência podem caminhas juntas, ela tem a resposta pronta.

“Isso é uma das coisas mais ridículas que a gente tem na sociedade. É uma sociedade muito machista, em que a mulher pode ter feito muita coisa importante e vai ser sempre lembrada pela beleza dela. É uma coisa que só acontece com mulher, porque o homem pode ser bonito, mas vai ser lembrado por todo o resto que ele fez. Eu acho que isso é uma coisa que vai mudar, e eu fico contente de fazer parte disso” conclui.

Conclusão

Assim, com a finalidade de demonstrar que beleza e inteligência podem andar juntas, citaremos os nomes de alguns “belos exemplares”, com fama e fortuna, pois assim não terão como desmentir, será uma questão de ir ao google e confirmar – anônimos e mais belos que estes existem aos montes, no entanto, não poderiam passar confiança se citássemos seus nomes, em especial as mulheres que ainda, tristemente carregam esse estigma.

Natalie Portman
É  formada em Psicologia pela Universidade de Harvard, fez diversos cursos pela Universidade Hebraica de Jerusalém, e publicou estudo sobre os processos de retenção de memórias. Ela fala seis idiomas: inglês, francês, hebraico, alemão, japonês e espanhol;

Scarlett Johansson
A atriz atingiu 1,080 pontos no SAT (Scholastic Aptitude Test), que é uma espécie de ENEM nos Estados Unidos. A pontuação máxima é de 1,600;

Kesha
Surpreendentemente, a cantora é uma das mais inteligentes no mundo das celebridades. Ela pontou 1,500 no SAT e tem um QI de 140 – o nível médio é de 100, pessoas com mais de 160 são considerados gênios;

Shakira
Assim como Kesha, a colombiana também tem 140 de QI. Mas Shakira ainda é fluente em cinco línguas e estudou civilizações antigas na faculdade;

Cindy Crawford
A top model se formou em engenharia química depois de ganhar uma bolsa para estudar na Northwestern University;

Sharon Stone
A atriz teria um QI de 154 pontos. Quando ela tinha 15 anos, ela conseguiu uma bolsa para estudar na Edinboro University;

Jodie Foster
Ela aprendeu a ler com três anos e começou a estudar teatro em uma escola francesa de Los Angeles quando ainda era uma criança;

Kate Beckinsale
Aos 6 anos, ela tinha o vível de leitura de uma criança de 11 anos. Ela é fluente em três línguas;

Dolph Lundgren
O ator, diretor e lutador também é mestre em Engenharia Química pela Universidade de Sydney. Ele tem Q.I. de 160 e fala sete idiomas: sueco (sua língua materna), inglês, alemão, francês, espanhol, japonês e italiano;

James Woods
Ator que concorreu duas vezes ao Oscar, tem o impressionante Q.I. de 180! Ele estudou Ciências Políticas no MIT e realizou pesquisas sobre Análise de Defesa e Teoria dos Jogos.

Para a maioria de nós o que resta é muito estudo, dedicação, foco já que beleza, QI elevado e talento não é privilégio de todos – infelizmente, todavia nem poderia ser assim; imagine um mundo repleto de belos, inteligentes e bem sucedidos seres, quem se habilitaria a lavar a louça?   Pensando melhor – cada um que lave a sua; a vida seria melhor  - mas deixe de sonhar e voltemos aos estudos!

Autora/comentarista: Elane F. de Souza OAB-CE 27.340-B

Foto créditos: Models.com